04/01/2012

O Cristão não deve viver a Sombra de seu Líder


O líder por mais que ele se esforce para fazer o que é certo ele sempre vai ter um deslize, pode ter atitudes equivocadas durante a sua caminhada. O único que podemos seguir de fato sem medo, é Jesus!
Muitos cristãos têm a postura correta de obedecer a seus líderes, porém, cegamente. Acredite ou não, mas, tem pastores que usam o versículo “o discípulo nunca estará acima do seu mestre”, usando isso como líder, e muitos, por temor acabam tendo que “engolir” porque senão podem ser considerados rebeldes.
Jesus nos advertiu a não aceitar o homem como mestre, porque esse atributo pertence somente a Ele. Os mestres humanos acabam tolhendo, limitando o crescimento do cristão para o propósito que Cristo tem para cada um. (Mateus 23:8)
A exemplo de uma situação que aconteceu com o sacerdote Eli (1 Samuel 3), que já não profetizava mais, os olhos de Deus então se voltou para o jovem Samuel que fez dele um grande profeta da época, nesse caso, o sacerdote viu que era Deus falando com Samuel, ocorre que pela sua negligencia de não repreender seus filhos, ao contrário do sacerdote, Samuel tinha o coração aberto para ouvir a Deus e obedecer.
Pastores que se espelharam em líderes famosos caíram, porque os famosos aparentemente tinham uma santidade “acima de qualquer suspeita”. Existem aqueles que até imitam a voz, e não percebem que estão praticando a idolatria.
Muitos querem saber a “receita do sucesso”, mas se esquecem que Jesus mesmo sendo Rei, não usurpou ser igual a Deus (Filipenses 2:6-11). Não é por acaso que Ele foi colocado numa caminhada humilde, longe de todo conforto que poderia ter, e mesmo assim se submeteu ao Pai para que todo o plano se cumprisse. Ele pensou nos humildes, nos fracos, doentes e pecadores.
Sendo assim, cada um de nós tem a sua própria essência, característica, e Deus honra isso. Ele espera que sejamos obedientes, e temamos as autoridades, mas, ao pastor não lhe é dado o direito de fazer ameaças do tipo: “Se você não aceita, então você é rebelde”.
“E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.” (Efésios 6:9)
Deus certamente deu ao líder de igreja um plano a seguir, mas, não disse para ele sufocar ou fazer do discípulo um seguidor que em nada poderia questionar. Eu conheci um pastor que disse para seus líderes sonharem os sonhos dele, e os líderes obedeceram sem questionar, porque o ensino dado pelos anciãos era de que não deveriam questionar o pastor em suas decisões, e o resultado foi devastador.
Jesus nunca, jamais, fez de seus discípulos suas marionetes, quando os discípulos vinham argumentar algo, ele respondia sem problemas, não foram rejeitados porque faziam perguntas ou respondiam sem sabedoria.
Como que uma lâmpada acesa, mas, velha, e quase se apagando, existem crentes que estão assim, sempre a sombra do seu líder, parecendo zumbis. Perderam a sua própria identidade, tornando-se dependentes e fracos.
Jesus é o único em que podemos nos espelhar. O apóstolo Paulo tinha seus seguidores, e até dizia para imitá-lo (1 Coríntios 11:1), imitar o comportamento de um cristão verdadeiro sim, mas, não que ele tenha que satisfazer seu ego e querer que ele seja cópia dos seus gostos, do tipo de livro que deve ler, da roupa que deve usar, etc.
“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)


O cristão precisa ter sua própria identidade, e entender que a tarefa que ele exerce na igreja é para somar, o que ele já recebeu de Deus.
Não basta fazer o que nos é pedido pela liderança. Precisamos estar sempre em comunhão com Deus para que não sejamos tomados por enganos ou heresias.

“Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (salmo 127)
Não fique a sombra do seu líder, ele é tão humano quanto você sujeito a erros e enganos.

Você pode sim, andar lado a lado com ele, buscando intimidade com Deus e também na leitura da palavra em primeiro lugar, orando, servindo com alegria sem perder a sua identidade.

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