12/03/2012

Não Depender dos Dízimos

E depois disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto.
            E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles,
            E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.
            E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.
(Atos 18. 1 a 4)

            Paulo além de pregador trabalhava para o seu próprio sustento. É certo que em determinado tempo ele recebia alguma oferta, mas Paulo não dependia dos dízimos e ofertas para viver.
            Nas pregações fala-se muito em voltar às práticas da igreja primitiva, mas não se fala no tocante a dividir os bens ou redistribuir os recursos que entram na igreja.
            Todos os recursos eram depositados aos pés dos apóstolos, mas será que esses recursos ficavam somente para os apóstolos como acontece na igreja de hoje ou, qual era a porção que lhes cabia?
            Em Lucas 10, Jesus enviou setenta discípulos dois a dois instruindo-os com várias condicionais e uma delas era de não levarem dinheiro. Nos versículos 7 e 8 do mesmo capítulo Jesus diz: “e ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário... E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido.” Jesus impedia-os de cobrarem ofertas ou, arrecadar dinheiro quanto menos hospedarem-se em hospedarias ou, nos dias de hoje, em hotéis de quatro ou cinco estrelas.
            Nós pastores não devemos usar a igreja como suporte para nosso crescimento financeiro ou regalias que o capitalismo nos oferece. Paulo, durante a semana, trabalhava no secular e nos sábados pregava e ganhava vidas (Atos 18.4).
            Este é um assunto que abre margem para muitas discussões, mas o objetivo deste artigo é esclarecer e mostrar que podemos ter igrejas bem estruturadas, com unção do Espírito Santo e que ganham vidas para Jesus Cristo sem que os pastores precisem receber altos salários de tal maneira que colocam o peso do ofertar para os seus membros. O ofertar é lícito e válido, desde que traga paz ao coração do ofertante não uma obrigação imposta pelo pastor.
            O que pesa na igreja de hoje não é o fato de os pastores receberem um salário da igreja, mas a ostentação.
A ostentação traz a vaidade que conduz ao orgulho que por sua vez leva à soberba.
            Está na moda construir grandes templos sob o pretexto de “quanto maior o templo mais vidas serão salvas”. Nós pastores sabemos que na maioria das igrejas os seus membros não conhecem a necessidades daquele que senta ao seu lado, pior, não tem intimidade com ele.
            Para finalizar deixo uma pergunta: qual das situações atende melhor os anseios do povo de Deus, uma igreja de cem mil membros ou mil igrejas de cem membros, qual delas terá melhor resultado nos apascentamentos, ministrações e cuidado pastoral?
Uma vez pastor servo para sempre.

No amor de Cristo,
Pr Eduardo Pandolfo

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