08/05/2012

A Trilogia Social


 E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão. (Zacarias 7:10)

Existe uma semelhança interessante sobre cada um. A viúva perdeu o marido, o órfão ficou sem os pais, o estrangeiro não perdeu o marido ou os pais, mas está longe da sua terra e os necessitados sentem falta de comida, vestimenta, dinheiro ou uma palavra de consolo.
Essas pessoas sofreram ou estão ainda sofreram perdas em suas vidas. Coisas ou pessoas que fazem diferença em suas vidas ao ponto de tirar sua paz, e são tentados pelo diabo o tempo todo a desanimarem, a pensar que Deus está longe deles. Se sentem rejeitados pela sociedade, até mesmo por parentes. Os vizinhos normalmente são os seus melhores amigos.
Interessante que na bíblia eles são comentados juntos, conhecidos por trilogia social, estrangeiro, órfão e viúva, que quer dizer defesa da vida como é citado no livro de Deuteronômio.
Imagino que na época deveria ser difícil para a mulher viúva, não trabalhava fora, como poderia sustentar seus filhos se não tinha algum parente próximo para lhe ajudar. O órfão, como sempre acontece, como poderia se defender e como lidar com a perda de um marido, pai ou mãe? O estrangeiro que a bíblia fala representa o seu povo quando estava cativo no Egito, o que eles passaram naquele lugar. Tanto para os que passeiam ou estão morando em um país diferente é importante que sejam recebidos de braços abertos.
Deus tem um cuidado especial com essas pessoas porque sofreram perdas involuntárias, pessoas que foram surpreendidas pelas circunstâncias da vida e não tinham condições de se manterem e até mesmo não terem consolo para suas almas pelas perdas de pessoas queridas.
A justiça de Deus está em socorrer o necessitado. Isso, claro serve também para os nossos dias.
Dizimamos e até ofertamos, e muitas vezes doamos daquilo que nos sobra ou já usamos muito e não queremos mais. Honestamente, qual foi o nosso sacrifício neste caso?
Costumamos comprar presentes em aniversários, dias festivos, você já foi surpreendido com um presente fora da agenda? Eu já! E foi emocionante! Esse sentimento provocou em mim um desejo enorme de mudar minhas atitudes.
Quando eu e meu marido passamos pelo “deserto” as pessoas que nos ajudaram não foram os cristãos, mas, pessoas de outra religião.
Precisamos ser mais generosos, parar de dar somente as sobras, que na realidade queremos desocupar o espaço para podermos comprar coisas novas não é mesmo?
Dizimando e ofertando estamos cumprindo o nosso dever de cristão para que não falte alimento na casa de Deus, mas, precisamos ampliar ainda mais essa atitude fora da Casa de Deus.
Quando retemos o socorro na vida de alguém, Deus pode reter também as bênçãos que Ele tem para nos dar.
“Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.” (Isaías 1:15)
Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.
(Isaías 1:15-20)

Deus recomenda que não devemos oprimir, reter e abandonar essas pessoas.
Jesus entende o que Eles sentem por que mesmo sabendo da vitória que teria Ele sentiu a nossa dor antes da crucificação:
“E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46).  Deus, o Pai, não abandonou Jesus nessa hora, mas, Ele sentiu o que nós sentimos aqui na terra e pôde compreender a nossa dor.

No amor de Cristo,
Pra Lúcia Pandolfo

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